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Estado registra mais de 1,3 mil casos de HIV em 2019

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Os gaúchos precisam se prevenir das Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs, como HIV, sífilis, gonorreia, HPV e hepatites. Mais de 1,3 mil casos de HIV foram notificados, apenas nos seis primeiros meses do ano passado. Já a Aids, doença causada pelo HIV, atingiu mais de 80 mil gaúchos, nos últimos 20 anos. Os dados são do último Boletim Epidemiológico HIV/Aids, divulgado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, todos os dias, ocorrem 1 milhão de novas Infecções Sexualmente Transmissíveis no mundo e a maior preocupação das autoridades em Saúde brasileiras é com os jovens.

As ISTs podem ser prevenidas com uso da camisinha. No entanto, esse cuidado está diminuindo entre as pessoas de 15 a 29 anos. O alerta é do Ministério da Saúde.

A coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Angélica Espinosa, lembra que, na dúvida, a melhor alternativa é procurar uma Unidade Básica de Saúde para realização de testes rápidos para as ISTs, e, assim, impedir que as infecções se propaguem.

“As pessoas precisam saber que podem estar correndo o risco de se expor a uma IST, que podem se contaminar e que ela pode procurar o serviço de saúde para fazer o diagnóstico e para fazer o tratamento. São infecções, então muitas vezes a pessoa não vai ter nenhum sintoma aparente. E mesmo que ela não ache, ela deve usar a camisinha em toda relação sexual.”

Além do HIV e da Aids, o Rio Grande do Sul registrou quase 7 mil casos de sífilis, no primeiro semestre do ano passado, e nos últimos 10 anos foram quase 37,5 mil casos registrados. As hepatites virais mataram 11.500 gaúchos, de 2000 a 2017.

Em todo país, o tipo C da hepatite é o mais prevalente e letal, com 26.167 casos notificados, no último ano pesquisado.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em um ano, em todo Brasil, mais de 158 mil pessoas contraíram sífilis. Além disso, cerca de 900 mil pessoas convivem com o HIV, no país.  De acordo com dados oficiais, a maioria dos casos de infecção pelo HIV é registrada na faixa de 20 a 34 anos, em todos os estados.

A prevenção é a melhor forma de proteção das ISTs. O uso da camisinha é um hábito que precisa ser constante, durante todo o ano. É o que ressalta diretor do Departamento de ISTs do Ministério da Saúde, Gerson Pereira.

“E a gente coloca um jovem como prioridade nessa campanha é porque a gente sabe, olhando os dados de sífilis das hepatites do HIV Aids, que essas doenças são mais frequentes, hoje, na população de 15 a 29 anos. A prevenção maior dessas doenças é o uso da camisinha”.

Este ano, o Ministério da Saúde vai distribuir, ao todo, 570 milhões de camisinhas para todo o país. A quantidade representa um aumento de 12% em relação ao número de camisinhas distribuídas no passado, quando foram enviados 509,9 milhões aos estados.

Além disso, as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde do SUS, contam com testes rápidos ou laboratoriais para ISTs. Apenas para o diagnóstico da sífilis, serão distribuídos quase 14 milhões de testes rápidos em todo país.

Proteja-se! Usar camisinha é uma responsa de todos. Se notar sinais de uma infecção Sexualmente Transmissível (IST), procure uma unidade de saúde e informe-se.

Fonte: Agência do Rádio

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