Ícone do rock, Little Richard morre aos 87 anos

Ícone do rock, Little Richard morre aos 87 anos

Morreu neste sábado (9), aos 87 anos, o pioneiro do rock, Little Richard.

Algo muito novo nascia quando o mundo ouviu “A Wop Bop a Loo Bop” pela primeira vez. Um jovem maquiado e bem vestido, zero inibição, que de tão confortável na própria pele tocava com o pé em cima do piano. Os Estados Unidos dos anos 50 assistiram a Little Richard estupefatos.

A letra da música, que se chama Tutti Frutti, fala de namoros com Susan, Daisy… Era perigosa para a época. Foi banida de várias rádios. Little Richard, mais tarde, atribuiu a outra coisa: “Eles não queriam garotos brancos ouvindo música de preto”, disse.

Quando Richard Wayne Penniman nasceu, ser preto em muitos lugares era proibido. Principalmente no estado da Geórgia. O pai era traficante de whisky, que na época também era ilegal, e criava 12 filhos. Os tios eram pastores, e por isso ele cresceu ouvindo música gospel americana.

Aos 13 anos, o menino foi expulso de casa porque o pai achou que ele era gay. Foi para casa de uma família branca. Aos 18 começou a se apresentar em shows de calouros. No ano seguinte, já tinha contrato com uma gravadora.

A eletricidade da música mudou com Little Richard. Era o tempo em que acabava a segregação racial. Foi um sucesso atrás do outro. Paul McCartney disse que os bons moços de Liverpool não seriam os mesmos sem Little Richard.

Os Beatles o imitavam muito antes de gravaram “Long Tall Sally”, de autoria de Richard. E o rock branco de Elvis Presley virou a vitrine: colocou Tutti Frutti entre os clássicos do rock’n’roll. A carreira de sucessos durou pouco. Ainda na década de 50 entrou para igreja e renegou o rock. Viveu uma vida conturbada de abusos de drogas e conflitos internos.

Morreu neste sábado (9) aos 87 anos de câncer ósseo, em casa. A morte foi confirmada pelo filho. Mas continua muito vivo.

Mick Jagger, dos Rolling Stones, fez uma turnê com Little Richard. Hoje, disse que o assistia dançar toda noite e aprendia como entreter e envolver o público. O ex-beatle Ringo Star disse que Little Richard é um de seus heróis da música de todos os tempos. A ex-primeira-dama Michelle Obama disse que ele se negou a ser qualquer outra coisa senão ele mesmo.

E muita gente que já morreu deve muito a Little Richard: David Bowie, Prince, a banda Creedence.

Com pouco a perder, ele desbravou o caminho com coragem. E espalhou um legado com uma frase que é só um monte de sons estranhos feitos com a boca, mas que mudaram o mundo como o som de uma bomba atômica.

Com informações do G1
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