Vídeo: Em entrevista à Metropolitana, André Pacheco afirma que não pretende renunciar à prefeitura

Vídeo: Em entrevista à Metropolitana, André Pacheco afirma que não pretende renunciar à prefeitura

Durante uma longa entrevista na manhã deste sábado (19) na Metropolitana TV, o prefeito afastado de Viamão André Nunes Pacheco falou sobre os motivos que o distanciaram da chefia do poder executivo na Velha Capital, sobre os contratos investigados pelo Ministério Público no âmbito da Operação Capital e, a relação política com o ex-prefeito Valdir Bonatto.

Inicialmente André falou sobre o que chamou de organização criminosa na prefeitura de Viamão. Para ele ocorreu uma série de fatos que vão desde ilações políticas até mesmo o desaparecimento de processos de dentro da prefeitura. O político detalhou o seu ponto de vista sobre 5 contratos assinados entre a prefeitura e empresas prestadoras de serviços, são eles: Thema, Lagos Rios, Mahatma Gandhi, IPM e Koletare.

Inicialmente Pacheco falou da relação com a Thema que, segundo ele, desempenhou um papel importante para imagem do município com projetos como o “Tô Dentro” e o “Galera Curtição”. André Pacheco afirmou que empresa venceu legalmente o pregão eletrônico a que se propôs. Disse não ter havido direcionamento no processo de contratação da Thema. O prefeito afastado citou fato do contrato com a empresa ter duração de 1 ano e que este custou aos cofres públicos R$ 360 mil.

André Pacheco frisou que até 12 de fevereiro, data que foi afastado do Poder Executivo Municipal pelo Ministério Público, havia uma empresa de publicidade que prestava serviços a prefeitura e que esta já faturou mais de R$ 5 milhões sem ter participado de processos licitatórios.

Sobre a Lagos Rios, André Pacheco disse que ao assumir a prefeitura percebeu uma conta de R$ 1.8 milhão com apontamentos do Tribunal de Contas. Afirmou que aquela época, o PSDB era o partido responsável pela Secretaria Municipal de Saúde. Afirmou que protocolou no Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) uma denúncia formal onde solicitou investigações contra a organização social.

André falou também sobre o contrato com a empresa IPM, que segundo ele não chegou a ser concretizado e com isso não houve custas para o município.

Sobre o contrato com a empresa Koletare, André afirmou não ter priorizado pagamentos para empresa pertencente ao vereador Sérgio Ângelo. Disse que o edil já tinha um contrato em vigor com a prefeitura no momento em que tomou posse em 2017. Para ele, outros órgãos deveriam ser responsáveis pela fiscalização e o consequente cancelamento do contrato entre prefeitura e empresa. O prefeito afastado disse ainda que os pagamentos relacionados a Koletare eram de contas vinculantes, ou seja, não precisavam seguir a ordem cronológica de pagamentos uma vez que o dinheiro era direcionado para tal nota.

No âmbito político André Pacheco teceu duras críticas ao ex-prefeito Valdir Bonatto. Para ele, seu antecessor exerce grande influência em parte dos integrantes do seu partido. Disse ter provas de que Bonato gerenciava uma conta falsa de e-mail da prefeitura e que com isso mantinha controle sobre muitos assuntos referentes ao poder executivo.

Por fim André Nunes Pacheco afirmou que não pretende renunciar a Prefeitura de Viamão e que o movimento criado na Câmara de Vereadores para destituição da mesa tem caráter meramente político.

A íntegra da entrevista pode ser conferida no vídeo abaixo.

https://www.facebook.com/metropolitanatv.viamao/videos/262119468236174
ffbernardes

ffbernardes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Conteúdo Protegido